
COMO IDENTIFICAR UMA SEITA
Colaboração :
Claudio Muzel
Todas as pessoas têm o direito de professar a religião
de sua escolha. A tolerância religiosa e extensiva a todos. Isso não
significa, porém, que todas as religiões sejam boas. Nos dias
de Jesus havia vários grupos religiosos: os saduceus (At. 5.17) e os
fariseus (At 15.5). Os dois grupos tinham posições religiosas
distintas (At 23.8). Mesmo assim, Jesus não os poupou chamando-os de
hipócritas, filhos do inferno, serpentes, raça de víboras
(Mt 23.13-15 e 33). O Mestre deixou claro que não aceitava a idéia
de que todos os caminhos levam a Deus. Ele ensinou que há apenas dois
caminhos: o estreito, que conduz à vida eterna, e o largo e espaçoso,
que leva à destruição (Mt 7.13, 14).
Os apóstolos tiveram a mesma preocupação: não
permitir que heresias, falsos ensinos, adentrassem na igreja. O primeiro ataque
doutrinário lançado contra a Igreja foi o legalismo. Alguns
judeus-cristãos estavam instigando novos convertidos a prática
das leis judaicas, principalmente a circuncisão. Em Antioquia havia
uma igreja constituída de pessoas bem preparadas no estudo das Escrituras
( At 13.1 ), que perceberam a gravidade do ensino de alguns que haviam descido
da Judéia e ensinavam: Se não vos circuncidardes segundo o costume
de Moisés, não podereis ser salvos (At 15.1). Tais ensinamentos
eram uma ameaça à Igreja. Foi necessário que um concílio
apreciasse essa questão e se posicionasse. Em Atos 15.1-35 temos a
narrativa que demonstra a importância de considerarmos os ensinos que
minam a fé cristã. Outras fontes ameaçam a Igreja. Dentre
elas destacamos a pluralidade religiosa.
PLURALIDADE RELIGIOSA
A pluralidade religiosa não é exclusiva dos tempos de Jesus.
Atualmente existem milhares de seitas e religiões falsas, as quais
pensam estar fazendo a vontade de Deus quando, na verdade, não estão.
Há dez grandes religiões principais: Hinduísmo Jainismo,
Budismo e Siquismo (na Índia); Confucionismo e Taoísmo (na China);
Xintoísmo (no Japão), Judaísmo (na Palestina), Zoroastrismo
(na Pérsia, atual Irã) e Islamismo (na Arábia). Nessa
lista, alguns incluem o Cristianismo. Além disso, existem mais de dez
mil seitas (ou subdivisões dessas religiões), estando seis mil
localizadas na África, 1.200 nos Estados Unidos e o restante em outros
países. Para efeitos didáticos, o Instituto Cristão de
Pesquisas classifica assim as seitas: Secretas: Maçonaria, Teosofia,
Rosa-crucianismo, Esoterismo etc.
Pseudocristãs: Mórmons, Testemunhas-de-jeová, Adventista
do Sétimo Dia, Ciência Cristã, A Família (Meninos
de Deus) etc.
Espíritas: Kardecismo, Legião da Boa Vontade, Racionalismo Cristão
etc.
Afro-brasileiras: Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Cultura Racional etc.
Orientais: Seicho-No-Iê, Messiânica Mundial, Arte Mahikari, Hare-Krishna
Meditação Transcendental, Unificação (Moonismo),
Perfeita Liberdade,etc...
Enquanto essas e outras seitas se multiplicam, e seus guias desencaminham
milhões de pessoas, os cristãos permanecem indiferentes, desatentos
à exortação de Judas 3: combater pela fé uma vez
entregue aos santos.
PORQUE ESTUDAR AS FALSAS DOUTRINAS
Muitos perguntam por que se deve estudar as falsas doutrinas. Para esses,
seria melhor dedicar-se à leitura da Bíblia. Isso é verdade.
Devemos usar a maior parte de nosso tempo lendo e estudando a Palavra de Deus,
porém essa mesma Palavra nos apresenta diretrizes comportamentais relacionadas
aos que questionam nossa fé.
Assim sendo, apresentamos as razões para o estudo das falsas doutrinas:
1. Defesa própria: Várias entidades religiosas treinam seus
adeptos para ir, de porta em porta, à procura de novos adeptos. Algumas
são especializadas em trabalhar com os evangélicos, principalmente
os novos convertidos. Os cristãos devem se informar acerca do que os
vários grupos ensinam. Só assim poderão rebate-los biblicamente
(Tt 1.9);
2. Proteção do rebanho: Um rebanho bem alimentado não
dará problemas. Devemos investir tempo e recursos na preparação
dos membros da Igreja. Escolas bíblicas bem administradas ajudam nosso
povo a conhecer melhor a Palavra de Deus. Um curso de batismo mais extensivo,
abrangendo detalhadamente as principais doutrinas, citando argumentações
dos sectários e expondo-lhes a verdade, será útil, para
proteger os recém convertidos dos ataques das seitas;
3. Evangelização: O fato de conhecermos o erro em que se encontram
os sectários nos ajuda a apresentar- lhes a verdade de que necessitam.
Entre eles se encontram muitas pessoas sinceras que precisam se libertar e
conhecer a Palavra de Deus. Os adeptos das seitas também precisam do
Evangelho. Se estivermos preparados para abordá-los e demonstrar a
verdade em sua própria Bíblia, poderemos ganha-los para Cristo;
4. Confissões: Desempenhar o trabalho de missões requer muito
mais que deslocar-se de uma região para outra ou de um país
para outro. Precisamos conhecer a cultura onde vamos semear o Evangelho. Junto
à cultura teremos a religiosidade nativa. Conhecer antecipadamente
tais elementos nos dará condições para alcançá-los
adequadamente.
Uma objeção levantada por alguns é esta: Não gosto
de falar contra outras religiões. Fomos chamados para pregar o Evangelho.
Concordamos plenamente, todavia lembramos que o apóstolo Paulo foi
chamado para pregar o Evangelho e disse não se envergonhar dele (Rm
1.16). Disse também que Cristo o chamou para defender esse mesmo Evangelho
(Fp 1.16).
A objeção mais comum é a seguinte: Jesus disse para não
julgarmos. pois com a mesma medida que julgarmos, também seremos julgados.
Quem somos nós para julgar.? .Ora, o contexto mostra que Jesus não
estava proibindo todo e qualquer julgamento, pois no versículo 15,
Ele alerta: acautelai-vos dos falsos profetas! Como poderiamos nos acautelar
dos falsos profetas se não pudéssemos identificá-los?
Não teriamos de emitir um juízo classificando alguém
como falso profeta? Concluímos, portanto, que há juízos
estabelecidos em bases corretas, mas, para isso, é preciso usar um
padrão correto de julgamento e, no caso, esse padrão é
a Bíblia (Is 8.20). Há exemplos nas Escrituras de que nem todo
juízo é incorreto. Certa vez Jesus disse: julgaste bem (Lc 7.43).
Paulo admitiu que seus escritos fossem julgados (I Co 10.15). Disse mais:
O que é espiritual julga bem todas as coisas (I Co 2.15).
DEFINIÇÃO DOS TERMOS
Antes de apresentarmos os meios para se identificar uma seita ou religião
falsa, saibamos o que significam as palavras seita e heresia. Ambas derivam
da palavra grega háiresis, que significa escolha. partido tomado. corrente
de pensamento. divi.são. escola etc.
1 A palavra heresia é adaptação de háiresis. Quando passada para o latim, háiresis virou secta. Foi, do latim que veio a palavra seita.
2 Originalmente, a palavra não tinha sentido pejorativo.
Quando o Cristianismo foi chamado de seita (At 24.5), não foi em sentido
depreciativo. Os lideres judaicos viam os cristãos como mais um grupo,
uma facção dentro do Judaísmo. Com o tempo, háiresis
também assumiu conotação negativa, como em I Co 11.19;
GI5.20; I Pd 1.1-2.
Em termos teológicos, podemos dizer que seita refere-se a um grupo
de pessoas e que heresia indica as doutrinas antibíblicas defendidas
pelo grupo. Baseando-se nessa explicação, podemos dizer que
um cristão imaturo pode estar ensinando alguma heresia, sem, contudo,
fazer parte de uma seita.
Há outras definições sobre o que é seita:
I. Um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação
errônea da Bíblia, feita por uma ou mais pessoas -Dr. Walter
Martin.
2. É uma perversão, uma distorção do Cristianismo
bíblico e/ou a rejeição dos ensinos históricos
da Igreja cristã- Josh McDoweell e Don Stewart.
3. Qualquer religião tida por heterodoxa ou mesmo espúria -J.K.
Van Baalen.
Façamos um, breve comentário sobre o que é doutrina.
A palavra significa ensino. Vem do latim doctrina. que significa ensinar.
Referindo-se a qualquer tipo de ensino ou a algum ensino específico.
Existem três formas de doutrina:
a) Doutrina de Deus -At 13.12; 1.42; Tt 2.10.
b) Doutrina de homens -Mt 15.9; 16.12; CI2.22. c) Doutrina de demônios-
I Tm 4.1.
A primeira é boa, as duas últimas são danosas. É
preciso distinguir a primeira das últimas, senão os prejuizos
podem ser fatais. O contraste entre a verdade e a mentira é mais nitido
que o contraste entre a verdade e a falsidade. Religiões e seitas pagãs
são fáceis de serem analisadas. Contudo, uma religião
de seita que se apresente como cristã, mas tem uma doutrina contrária
às Escrituras, merece uma atenção cuidadosa. Para tanto.
devemos conhecer os meios adequados para se identificar uma seita.
'Frangiotti, Roque Histórias das heresias (séculos I-V1I) São
Paulo Paulus, 1995, p 6
2 Champlim, RN Bentes, J M Enciclopédia de Bíblia, teologia
e filosofia Volumes 3 e 6 São Paulo Candeia, 1991 3 O Império
das seitas Vol1 2 edição, Belo Horizonte Betânia 1992,
p 11
4 Entendendo as seitas um manual das religiões de hoje São Paulo
Candeia, 1992, pg
5 O caos das seitas um estudo sobre os elmos' modernos, 80 edição
São Paulo Imprensa Batista Regular, 1986, p 282 e Champlin, RN Bentes,
JM obra citada Vol 2
A CARACTERIZAÇÃO DA SEITA
o método mais eficiente para se identificar uma seita é conhecer
os quatro caminhos seguidos por elas, ou seja, o da adição, subtração,
multiplicação e divisão. As seitas conhecem as operações
matemáticas, contudo nunca atingem o resultado satisfatório.
I. Adição: O grupo adiciona algo à Bíblia. Sua fonte
de autoridade não leva em consideração somente a Bíblia.
Por exemplo:
Adventismo do Sétimo Dia têm os escritos de Ellen White como inspirados
tanto quanto os livros da Bíblia. Declaram: Cremos que: Ellen White foi
inspirada pelo Espirito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração,
têm aplicação e autoridade especial para os adventistas
do sétimo dia. Negamos que A qualidade ou grau de inspiração
dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras
Sagradas. Essa alegação é altamente comprometedora. Diversas
profecias escritas por Ellen White não se cumpriram. Isso põe
em dúvida a alegação de inspiração e sua
fonte.
As Testemunhas-de-Jeová (TJs) crêem que somente com a mediação
do corpo governante (diretoria das TJ formada por um número variável
entre 9 e 14 pessoas, nos EUA), a Bíblia será entendida. Declaram:
Meramente ter a Palavra de Deus e tê-la não basta para adquirir
o conhecimento exato que coloca a pessoa no caminho da vida. A menos que estejamos
em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não
avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia.9
Essa afirmação iniciou-se com o seu fundador, C. T. Russell. Ele
afirmava que seus livros explicavam a Bíblia de uma forma única.
A Bíblia, fica em segundo plano, nos estudos das TJ. Apenas é
usada como um livro de referência. A revista ,4 Sentinela tem sido seu
principal canal para propagar suas afirmações. O candidato ao
batismo das TJ deve saber responder aproximadamente 125 perguntas. A maioria
nega a doutrina bíblica evangélica. Certamente com a literatura
das TJ é impossível compreender a Bíblia. Somente a Palavra
de Deus contém ensinos que conduzem à vida eterna. Adicionar-lhe
algo é altamente perigoso! (Ap 22.18,19).
Nessa mesma linha estão os "Mórmons'', que dizem crer na
Bíblia, desde que sua tradução seja correta. Eles acham
que o Livro de Mormóns é mais perfeito que a Bíblia. Outros
livros também são considerados inspirados. Usam também
a Bíblia apenas como livro de referência. Citam as variantes textuais
dos manuscritos como argumento de que a Bíblia não seja fidedigna.
Ignoram, porém, que a pesquisa bíblica tem demonstrado a fidedignidade
da Palavra de Deus.
Os Meninos de Deus I A Familia dizem que é melhor ler os ensinamentos
de David Berg, seu fundador, do que ler a Bíblia; abomináveis,
segundo a moral bíblica, são praticadas nessa seita!
.4 Igreja da Unificação/Moon julga ser seu princípio divino
de inspiração mais elevado que a Bíblia. Outro exemplo
da consequencia de abandonar as Escrituras é observado nesse movimento.
Além da Bíblia, rejeitam também o Messias e advogam um
outro senhor.
Os Kardecistas não têm a Bíblia como base, mas a doutrina
dos espiritos, codificada por Allan Kardec. Usam um outro Evangelho. Procuram
interpretar as parábolas e ensinos de Jesus Cristo segundo uma perspectiva
espírita e reencarnacionista. A Palavra de Deus é bem clara quanto
as atividades espíritas e suas origens.
A Igreja de Cristo Internacional (Boston) interpretam a Bíblia segundo
a visão de Kipp Mckean, o fundador. Um sistema intensivo de discipulado
impede outras interpretações. Qualquer resistência do discípulo,
referindo-se à instrução, desencadeará uma retaliação
social.
Resposta Apologética: O apóstolo Paulo diz que as sagradas letras
tornam o homem sábio para a salvação pela fé em
Jesus (2 Tm 3.15); logo, se alguém ler a Bíblia, somente nela
achará a ffórmula da vida eterna: crer em Jesus. A Bíblia
relata a história do homem desde a antiguidade. Mostra como ele caiu
no lamaçal do pecado. Não obstante, declara que Deus não
o abandonou. mas enviou seu filho Unigênito para salvá-lo. Assim,
lendo a Bíblia, o homem saberá que sem Jesus não há
salvação. Ele não procurará a salvação
em Buda, Maomé, Krishna ou algum outro, nem mesmo numa organização
religiosa; pois a Bíblia é absoluta e verdadeira ao enfatizar
que a salvação do homem vem exclusivamente por meio de Jesus (Jo
1.45; 5.39-46; Lc 24.27,44; At 4.12; 10.43; 16.30-31; Rm 10.9-10).
2. Subtração: O grupo subtrai algo da pessoa de Jesus.
A Maçonaria Jesus simplesmente como mais um fundador de religião,
ao lado de personalidades mitológicas, ocultistas ou religiosas, tais
como, Orfeu, Hermes, Trimegisto, (Krishna, o deus do Hinduísmo), Maomé
(profeta do Is1amismo ), entre outros. Se negarmos o sacrificio de Jesus Cristo
e sua vida, estaremos negando também o Antigo Testamento, que o mencionava
como Messias. Ou cremos integralmente na Palavra de Deus como revelação
completa e, portanto, nas implicações salvíticas que há
em Jesus Cristo, ou a rejeitaremos integralmente. Não há meio
termo.
A Legião da Boa Vontade (LBI1 Subtrai a natureza humana de Jesus, dizendo
que Jesus possui apenas um corpo aparente ou fluídico, além de
negar sua divindade, dizendo que Ele não é Deus jamais afirmou
que fosse Deus.12
Outros grupos também subtraem a divindade de Jesus: as Testemunhas de
Jeová dizem que ele é um anjo, a primeira criação
de Jeová, os Kardecistas. ensinam que Jesus foi apenas um médium
de Deus etc.
Resposta Apologética: A Bíblia ensina que Jesus é Deus
(Jo 1.1; 20.28; Tt 2.13; 1 Jo 5.20 etc). Assim, não pode ser equiparado
meramente com seres humanos ou mitológicos, nem mesmo com os anjos, que
o adoram (Hb 1.6). A Bíblia atesta a autêntica humanidade de Jesus,
pois nasceu como homem (Lc 2.7), cresceu como homem (Lc 2.52), sentiu fome (Mt
4.2), sede (Jo 19.28), comeu e bebeu (Mt 11.19; Lc 7.34), dormiu (Mt 8.24),
suou sangue (Lc 22.44) etc.
3. Multiplicação: Pregam a auto-salvação. Crer em
Jesus é importante, mas não é tudo. A salvação
é pelas obras. As vezes, repudiam publicamente o sangue de Jesus:
A Seicho-No-lê nega a eficácia da obra redentora de Jesus e o valor
de seu sangue para remissão de pecados, chegando a dizer que se o pecado
existisse realmente, nem os budas todos do Universo conseguram. extingui-lo,
nem mesmo a cruz de Jesus Cristo conseguiria extingui-lo.
Os Mórmons afirmam crer no sacrificio expiatório de Jesus, mas
sem o cumprimento das leis estipuladas pela igreja não haverá
salvação. Outro requisito foi exposto pelo profeta Brighan Young,
que disse: Nenhum homem ou mulher nesta dispensação entrará
no reino celestial de Deus sem o consentimento de Joseph Smith. Por isso, eles
têm grande admiração por Smith.
Doutrinas semelhantes são ensinadas pela Igreja da Unificação/Moon,
que desdenha os cristãos por acharem que foram salvos pelo sangue que
Jesus verteu lia cruz, chegando a dizer; ( penitência específicas
) . As Testemunhas de Jeová ensinam que a redenção de Cristo
oferece apenas a oportunidade para-a pessoa alcançar sua própria
salvação por meio das obras. Jesus simplesmente abriu o caminho;
o restante é com o homem. Uma de sua obras diz: Trabalhamos arduamente
com o fim de obter nossa própria salvação. Os adventistas
crêem que a vida eterna só será concedida aos que guardarem
a lei. A guarda obrigatória do Sábado é essencial para
a salvação.
Resposta Apologética: A Bíblia declara que todo aquele que nega
a existência do pecado está mancomunado com o diabo, o pai da mentira
(Jo 8.44 comparado com 1 Jo 1.8). A eficácia do sangue de Cristo para
cancelar os pecados, nos é apresentado como a mensagem central da Bíblia
(Ef 1.7; l Jo 1.7-9; Ap 1.5).
Com respeito à salvação pelas obras, a Bíblia é
clara ao ensinar que somos salvos pela graça, por meio da fé,
e isso não vem de nós, é dom de Deus, não vem das
obras, para que ninguém se glorie (Ef 1.8-9). Praticamos boas obras não
para sermos salvos, mas porque somos salvos em Cristo Jesus, nosso SenHor.
12 Zarur, Alziro. Doutrina do céu da LBV, pp. 108, 112.
1ô Taniguchi, Masaharu Kanro no hoou . Chuvas de nectárias doutrinas.
São Paulo. Igreja Seicho-No-\ê do Brasil, 1979 (sem numeração
de páginas
14 Joumal ofDiscourses. Vol VII, p. 289. EUA: 1863.
15 Kim, Young Moon. A teologia da Unificação São Paulo.
AES -UCM, 1006, p. 276. 16 Nosso Ministério do Reino (dezembro de 1004,
p. 1 )
17 White, E.G O grande conflito. O conflito dos séculos durante a era
cristã. 35. edição. São Paulo: Casa Publicadora
Brasileira, 1008, pp. 486, 487.
7 Revista Adventista (fevereiroI1994), p 3l
8 A Sentinela, de 1° de setembro de 1991, p 19 9 Idem, de 1° de agosto
de 1982, p 27
As obras são o resultado da salvação, não o seu
agente. O valor das obras está em nos disciplinar para a vida cristã(Hb
12.5-11; I Co 11.31,31).
4. Divisão: Dividem a fidelidade entre Deus e a organização.
Desobedecer à organização ou à igreja equivale a
desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do seu sistema
religioso.
Quase todas as seitas pregam isso, sobretudo as pseudocristãs, que se
apresentam como a restauração do cristianismo primitivo, que,
segundo ensinam, sucumbiu à apostasia, afastando-se dos verdadeiros ensinos
de Jesus. Acreditam que, uma determinada data, o movimento apareceu por vontade
divina para restaurar o que foi perdido. Daí a ênfase de exclusividade.
Outras, quando não pregam que são o Cristianismo redivivo, ensinam
que todas as religiões são boas, contudo será seu grupo
quem irá unir todas as demais, segundo o plano de Deus, pois elas foram
criadas com essa finalidade, como é o caso da fé Bahá 'í
e outros movimentos ecléticos.
Resposta Apologética: O ladrão arrependido ao lado de Jesus entrou
no Céu sem ser membro de nenhuma dessas seitas (Lc 23.43), pois o pecador
é salvo quando se arrepende (Lc 13.3) e aceita a Jesus como Salvador
único e pessoal (At 16.30-31). Desse modo, ensinar que uma organização
religiosa possa salvar é pregar outro evangelho (2 Co 11.4; Gl1.8), pois
divide a fidelidade a Deus com a organização e tira de Jesus sua
exclusividade de conduzir-nos ao Pai (Jo 14.6). Não há salvação
sem Jesus (At4.12; I Co 3.11).
OUTRAS CARACTERISTICAS
Falsas profecias: As Testemunhas de Jeová, os Adventistas, os Mórmons
e outros já proclamaram o fim do mundo para datas específicas.
Resposta Apologética: A Bíblia nos adverte contra os que marcam
datas ou eventos (Dt 18.20-22; Mt 24.23-25; Ez 13.1-8; Jr 14.14).
NEGAM A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE CRISTO, admitindo que Jesus Cristo
tenha ressuscitado apenas em espírito: Testemunhas de Jeová, Ciência
Cristã, Igreja da Unificação, Kardecismo; outros dizem
que nem sequer ressuscitou (LBV), e ainda outros não acreditam que tenha
morrido na cruz (Rosa Cruz, 1slamismo etc.)
Resposta Apologética: Quanto à morte e ressurreição
de Jesus, a Bíblia afirma que:
I. Jesus morreu realmente. Eis o processo de sua morte: a) A agonia no Getsêmani
(Lc 22.44).
b) Açoitado brutalmente (Mt 27.26; Mc 15.15; Jo 19.1). c) Mãos
e pés cravados na cruz (Mt 27.35; Mc 15.24). d) Morte comprovada (Jo
19.33,34). e) Sepultamento (Jo 19.38-40).
2. Ressuscitou corporalmente:
a) Ressurreição predita (Jo 2.19-22).
b) O túmulo vazio comprova a ressurreição (Lc 24. 1-3).
c) Suas aparições. (Lc 24.36-39; Jo 20.25-28).
3. Negar a ressurreição de Jesus é ser falsa testemunha
contra Deus, pois: a) Essa é a mensagem do Evangelho (1 Co 15.14-17)
b) A expressão Filho do Homem designa a forma da sua segunda vinda e
testifica que Jesus mantém seu corpo ressuscitado (At 7.55-59: Mt 24.29-31;
FI3.20,21).
c) O corpo glorificado de Jesus está no céu ( 1 Tm 2.5).
COMO ABORDAR ADEPTOS DE SEITAS
O pesquisador Jan Karel Van Baalen afirma: Os adeptos das seitas são
as pessoas mais difíceis de evangelizar. Dentre as razões apresentadas
por Van Baalen, apontamos as seguintes:
18 Obra citada, p. 282.
a) Os adeptos de seitas não são pessoas que devem
ser despertadas para a religião. O herege deixou fé tradicional
em que foi criado e adotou, segundo pensa, coisa melhor, chegando até
mesmo a hostilizá-la. Ele renunciou o plano de Deus para salvação
em troca de algum sistema de auto-salvação. Assim, para ele, a
afirmação do profeta toda.\' as nossas justiças são
como trapo de imundícia (Is 64.6) não reflete a verdade de Deus.
b) O sectário bem informado é consciente das falhas da religião
protestante e evangélica. Ele não consegue entender a variedade
denominacional. Além disso, pensa que sabe tudo acerca de sua fé
e está convencido de que conhece mais acerca do que cremos do que nós
mesmos.
c) Muitos adeptos fizeram sacrificios, contrariaram os seus familiares, suportaram
a zombaria dos amigos etc. Como reconhecer agora que estão errados e
a paz que encontraram não é verdadeira?
CONHECENDO A NOSSA FÉ
Diante do exposto, diz o pesquisador: Antes de entrarmos nessa discussão,
estejamos bem seguros do nosso terreno. A resposta escolar: Eu sei, mas não
sei explicar, engana somente o estudante. Se não soubermos responder
ao argumento do sectário, é só porque não dominamos
os fatos. É nosso conhecimento inadequado que nos obriga a abandonar
o campo derrotados, desonrando o Senhor.
Concordamos não apenas com Van Baalen, mas também com Lutero,
que disse: Se não houvesse seitas, pelas quais o diabo nos despertasse,
tornar-nos-íamos demasiadamente preguiçosos e dormiríamos
roncando para a morte. .4 fé e a Palavra de Deus seriam obscurecidas
e rejeitadas em nosso meio. Agora, essas seitas são para nós como
esmeril para nos polir; elas nos amolam e estão lustrando nossa fé
e nossa doutrina, para se tornarem limpas como um espelho brilhante. Também
chegamos a conhecer Satanás e seus pensamentos e seremos hábeis
em combatê-lo. Assim a palavra de Deus torna-se mais conhecida.
a) Os adeptos de seitas não são pessoas que devem ser despertadas
para a religião. O herege deixou fé tradicional em que foi criado
e adotou, segundo pensa, coisa melhor, chegando até mesmo a hostilizá-la.
Ele renunciou o plano de Deus para salvação em troca de algum
sistema de auto-salvação. Assim, para ele, a afirmação
do profeta toda,~ as nossas justiças são como trapo de imundícia
(Is 64.6) não reflete a verdade de Deus.
b) O sectário bem informado é consciente das falhas da religião
protestante e evangélica. Ele não consegue entender a variedade
denominacional. Além disso, pensa que sabe tudo acerca de sua fé
e está convencido de que conhece mais acerca do que cremos do que nós
mesmos.
c) Muitos adeptos fizeram sacrificios, contrariaram os seus familiares, suportaram
a zombaria dos amigos etc. Como reconhecer agora que estão errados e
a paz que encontraram não é verdadeira?
CONHECENDO A NOSSA FÉ
Diante do exposto, diz o pesquisador: Antes de entrarmos nessa discussão,
esteja ,os bem seguros do nosso terreno. A resposta escolar: Eu sei, mas não
sei explicar, engana somente o estudante. Se não soubermos responder
ao argumento do sectário, é só porque não dominamos
os fatos. E nosso conhecimento inadequado que nos obriga a abandonar o campo
derrotados, desonrando o Senhor.
Concordamos não apenas com Vau Baalen, mas também com Lutero,
que disse: Se não houvesse seitas, pelas quais o diabo nos despertasse,
tornar-nos-íamos demasiadamente preguiçosos e dormiríamos
roncando para a morte. A fé e a Palavra de Deus seriam obscurecidas e
rejeitadas em nosso meio. Agora, essas seitas são para nós como
esmeril para nos polir; elas nos amolam e estão lustrando nossa fé
e nossa doutrina, para se tornarem limpas como um espelho brilhante. Também
chegamos a conhecer , Satanás e seus pensamentos e seremos hábeis
em combatê-Io. Assim a Palavra de Deus torna-se mais conhecida.