
Moris Venden
Condensada e traduzida por Clelia Brito
Eu estava num alto edifício em Nova York subindo num elevador para
o último andar para olhar a cidade de lá de cima.
Quando entrei no elevador vi um homem todo vestido de branco, com um lindo sorriso.
O homem de branco virou-se para mim e disse: "O senhor vai olhar a cidade
de lá de cima?" Eu disse que sim.
Aí o mesmo homem de roupa branca me disse: "gostaria de ir comigo
conhecer a minha cidade?" Então respondi com uma pergunta. "Onde
é a sua cidade?"
O homem de branco respondeu: "É mais ou menos novecentos trilhões
de milhas solares" de distância.
Nisso chegamos ao 666 andar e um homem vestido de vermelho com as sobrancelhas
puxadas para cima dos lados externos, com um nariz muito grande e um sorriso
muito diabólico, entrou no elevador e ouviu a nossa conversa. Então
ele interrompeu a conversa e perguntou: "Vocês estão subindo
até o último andar para olhar a cidade de lá de cima?"
Respondemos ao mesmo tempo que sim, mas o homem de branco prosseguiu e disse:
"Eu acabei de convidar o meu amigo para ir comigo para a minha cidade,
e ele ia me dar uma resposta quando você entrou no elevador.
Nisso o homem de vermelho olha para mim e diz: "Ah! Não vá
com ele não, venha comigo. Eu também tenho uma cidade lindíssima.
As luzes da minha cidade são tão bonitas que muita gente vem de
longe somente para ver as luzes. Lá tem cabarés de todo tamanho,
bailes, comida das mais saborosas, e tudo que você desejar eu lhe darei
grátis, e eu mesmo lhe levarei no meu jato Boeing 77."
Então eu lhe perguntei, "mas onde é a sua cidade?"
Ele respondeu: "Somente quatro horas daqui. Em quatro horas poderemos chegar
lá."
Então pensei, "aqui está este homem de branco com um bondoso
sorriso que faz meu coração bater. Ele tem uma voz tão
sonora como nunca tinha ouvido, e me faz sentir tão seguro na sua companhia.
Mas, a cidade dele está a novecentos trilhões de milhas solares.
Ah, vai levar muito tempo para chegar lá". Eu pensei nestas duas
propostas, e resolvi aceitar o convite do homem de vermelho, porque em quatro
horas chegaríamos lá.
Chegamos no último andar e saímos para contemplar a cidade.
Quando tomamos o elevador para descer, o homem de vermelho me perguntou: "Então!
com quem é que você vai, comigo ou com Ele?"
Eu hesitei um pouco pensando na distinta feição do homem de branco,
mas a distância me fez escolher ir com o homem de vermelho, e eu disse
a ele: "Está bem, eu vou com você."
Saímos do elevador, e uma linda limusine já estava estacionada
em frente do edifício nos esperando. Fomos direto ao aeroporto e tomamos
o jato dele, e em exatamente quatro horas chegamos em Las Vegas.
"Chegamos! esta é a minha cidade, você vai gostar demais dela."
Ele me levou para um hotel lindo, muito bem mobiliado, com janelas de todos
os lados, e uma mesa já cheia de comidas para mim. No guarda-roupa havia
uma porção de roupas que davam em mim direitinho. Eu até
fiquei um pouco desconfiado. Como é que ele sabia do meu tamanho? Mas
isto saiu da minha cabeça e desci para ir jogar dominó no cassino.
Todas as noites eu joguei a noite toda, e depois levei as lindas mocinhas para
o meu quarto, e transávamos até o amanhecer.
Comida não faltava, mocinhas lindas também não , dinheiro
eu tinha de sobra. Mas, apesar de ter tudo isto me faltava uma coisa. Eu não
tinha paz de espírito. Comecei a beber mais e mais, para ver se isto
me dava a paz que eu queria. Quanto mais eu bebia mais deprimido ficava. Até
que um dia não agüentei mais e resolvi ir para a distante cidade
do homem de branco.
O homem de vermelho tinha me dado um Jaguar vermelho lindo. Eu pensei que com
o meu Jaguar talvez fizesse a viagem mais rápido. Tomei uma estrada expressa
na direção da cidade distante do meu amigo de branco, mas os carros
vinham todos opostos a mim. Consegui fazer nove milhas por hora. Apertei no
acelerador, mas não podia ir mais ligeiro por causa do tráfego.
Até que fui forçado a dirigir pelo acostamento.
Estava indo um pouco mais rápido quando um caminhão de 18 rodas
veio direto ao meu encontro, e, para não bater no caminhão, puxei
o carro para o outro lado, mas este tombou e caiu numa vala em baixo. Meu ombro,
ficou todo ferido, machuquei a perna, e o meu pé virou para trás.
Eu estava num estado de desespero, quando ouvi uma pancadinha na porta do carro.
Quando me virei para olhar, qual não foi a minha surpresa ao ver o meu
amigo vestido de branco. "Precisa de ajuda?" Ele me perguntou.
"Sim! Eu estava indo para a sua cidade quando tive este acidente, agora
o carro está todo quebrado, e eu não sei como será que
poderemos ir."
Ele pôs a mão no carro puxou as fendas, e pôs ela no lugar
certo, desentortou a direção que tinha sido afetada no acidente,
e em alguns minutos o carro estava todo consertado como novo.
Fiquei admiradíssimo da capacidade de consertar que ele tinha. Virei-me
para Ele, agradeci e disse que eu não podia dirigir porque o meu braço
estava doendo.
"Você quer que eu dirija?" ele me perguntou, e disse: "Eu
sei o caminho."
Balancei a cabeça em sinal de que sim. Ele entrou e tomou a direção
e começou a dirigir dentro da estrada com todos os outros carros vindo
na direção oposta à nossa. Mas, em vez de nos forçarem
a sair do caminho, eles é que saíram. Ele notou que eu estava
com um pouco de medo e disse: "Quer dirigir? Eu nunca forço ninguém
deixar que eu dirija se não for da vontade deles. Assim, se você
quiser dirigir eu lhe darei o volante." Eu disse que sim, que queria dirigir.
Ele parou o carro, e eu me movi para o assento da direção. Assim
que tomei o volante um caminhão de 18 rodas veio direto ao meu encontro.
Eu gritei por socorro, e ele tomou o volante das minhas mãos, e o caminhão
virou para o outro lado. Ele começou a dirigir novamente e carros e caminhões
todos saíam do caminho para dar lugar a ele.
Cada vez que eu tomava o volante, um caminhão aparecia oposto a mim vindo
na minha direção, e eu nunca conseguia me livrar deles sem a ajuda
do meu amigo. Até que percebi que eu estaria muito mais seguro deixando
ele somente dirigir e eu ficando no assento dos passageiros.
Chegamos num lugar que a estrada se dividiu. Uma estrada era larga e exaltada
com uma linda paisagem de grandes edifícios. A outra era estreita sem
asfalto e cheia de buracos e pedras. Ele tomou a estrada estreita.
"Tem certeza que está no caminho certo?" Eu perguntei. "O
outro caminho era muito melhor do que este, não acha?" Mas quando
eu olhei para o outro caminho vi uma explosão e os carros pegando fogo.
Ah, eu pensei, ele sabe o que está fazendo.
Depois de uma longa jornada por caminhos montanhosos e cheios de buraco, nós
chegamos a um planalto no cimo de uma montanha. Quando olhei adiante, do outro
lado da montanha estava a cidade do meu amigo.
O resto da parábola você que tem que fazer na sua própria
imaginação.
O carro representa a nossa vida. Os caminhões representam as provações
e tentações.
Mas, a moral da história é deixar Cristo dirigir a sua vida. Cada
vez que nós tomamos a direção tudo sai errado.
Depois que eu ouvi esta parábola tomei uma decisão de nunca tomar
a direção, e me sentar sempre no lado dos passageiros. Com Cristo
na direção tudo fica sem perigo. Deixe Cristo dirigir a sua vida
e veja que diferença isto faz.
Para qualquer comentário ou perguntas escreva para o link do meu
e-mail.
cleliabrito@aol.com